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	<title> &#187; solidão</title>
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	<description>o blog do Antônio Alberto Machado</description>
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		<title>Ausência</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 09:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[essência]]></category>
		<category><![CDATA[existência]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro fragmento perdido nas gavetas do tempo. Não que se deva chamar a isso uma poesia! Não me atrevo. É apenas um registro instantâneo. Nada mais.            I Constituo-me dos lugares. Todos os lugares. Esfera, esquinas e becos. Paisagens, os &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2011/02/02/ausencia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro fragmento perdido nas gavetas do tempo. Não que se deva chamar a isso uma poesia! Não me atrevo. É apenas um registro instantâneo. Nada mais. </p>
<p><em>          I</em></p>
<p>Constituo-me dos lugares.</p>
<p>Todos os lugares.</p>
<p>Esfera, esquinas e becos.</p>
<p>Paisagens, os sons, os cheiros&#8230; a música&#8230;</p>
<p>As coisas e as cores.</p>
<p>O que sou senão os fragmentos de mim?</p>
<p>          <em>II</em></p>
<p>Sou muitos.</p>
<p>Matéria e sentimento.</p>
<p>Pessoas e luzes. Multidão&#8230; </p>
<p>Os caminhos e o chão.</p>
<p>Espaço, vazio e solidão.</p>
<p>          <em>III</em></p>
<p>Fluidez.</p>
<p>Ilusão da matéria.</p>
<p>Impossível certeza.</p>
<p>Impermanência e vertigem.</p>
<p>Trágica leveza.       </p>
<p>          <em>IV</em></p>
<p>Mistério.</p>
<p>Matéria do tempo.</p>
<p>Tempo invertido.</p>
<p>Curvatura e silêncio.</p>
<p>Queda, reconciliação e sentido.</p>
<p>          <em>V</em> </p>
<p>Lembranças.</p>
<p>Matéria de ausência.</p>
<p>Fluxo da consciência.</p>
<p>Energia e o nada.</p>
<p>Intervalo da existência.</p>
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		<title>A solidão</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 02:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[condição absurda]]></category>
		<category><![CDATA[condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[É lugar comum afirmar que o homem é um ser gregário, que só pode viver (e sobreviver) em sociedade. Mas, apesar disso, está condenado à solidão. Esse é um daqueles paradoxos que nem a ciência nem a filosofia jamais conseguiram explicar. E talvez &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/25/a-solidao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É lugar comum afirmar que o homem é um ser gregário, que só pode viver (e sobreviver) em sociedade. Mas, apesar disso, está condenado à solidão. Esse é um daqueles paradoxos que nem a ciência nem a filosofia jamais conseguiram explicar. E talvez não haja mesmo nenhuma explicação plausível para a solidão humana.</p>
<p>Por mais que se esteja cercado de pessoas, por mais que se busque a companhia dos outros, por mais que se esteja num mundo cheio de gente, de luzes e de sons, ainda assim haverá sempre uma solidão essencial, inerente à própria condição humana e que contribui para tornar essa condição uma experiência absurda.</p>
<p>Deve ser porque cada ser humano é único, é o resultado de algumas experiências tão singulares, tão próprias, tão profundas, que não podem mesmo ser compartilhadas. É que as circunstâncias mais profundas, justamente as mais decisivas, como a dor, o medo, as angústias, a alegria, o amor, a esperança, os sonhos e até a própria morte, no fundo, são experiências que só podem ser vivenciadas exclusivamente pelo próprio indivíduo.</p>
<p>Essas experiências são daquelas que se processam no interior de cada um, no mais íntimo do homem, nas suas entranhas, silenciosamente, solitariamente. Como já o disse André Malraux, &#8220;ninguém deita senão consigo mesmo&#8221;. Ou com os seus próprios medos e esperanças.</p>
<p>Não há saída, não há como fugir à solidão fundamental, indelével, presa no fundo de cada ser humano, como um destino inelutável, desesperadamente intransferível.</p>
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		<title>Dias de chuva</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 22:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[calmaria]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[paz]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Os dias de chuva são dias de recolhimento, de calmaria, de solidão. A chuva frustra os encontros e justifica a ausência dos outros. É saudade diáfana e portanto é nostalgia. A chuva desculpa a solidão humana. Nas páginas de Gabriel Garcia Marquez, em A &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2009/09/24/dias-de-chuva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os dias de chuva são dias de recolhimento, de calmaria, de solidão. A chuva frustra os encontros e justifica a ausência dos outros. É saudade diáfana e portanto é nostalgia. A chuva desculpa a solidão humana.</p>
<p>Nas páginas de Gabriel Garcia Marquez, em <em>A má hora</em>, depois que soou o toque-de-silêncio no vilarejo da estória, um personagem recolheu-se à própria casa e, sozinho, começou a escrever uma carta enquanto “a chuva apagava o mundo ao seu redor”.</p>
<p>É isso, a chuva é um toque-de-silêncio, um toque-de-recolher. E se ela apaga mesmo o mundo ao nosso redor, como diz o velho Gabo, ficam plenamente explicadas a solidão, a calmaria e a paz. Apagando o mundo lá fora, além de justificar a solidão humana, a chuva “apaga” os medos e as ameaças que sempre povoaram o mundo à nossa volta.</p>
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