<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title> &#187; Diabo</title>
	<atom:link href="http://blogs.lemos.net/machado/tag/diabo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogs.lemos.net/machado</link>
	<description>o blog do Antônio Alberto Machado</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 19:01:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.3</generator>
		<item>
		<title>O erro de Deus</title>
		<link>http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/29/o-erro-de-deus/</link>
		<comments>http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/29/o-erro-de-deus/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 12:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[criacionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Diabo]]></category>
		<category><![CDATA[gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[mazelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.lemos.net/machado/?p=646</guid>
		<description><![CDATA[O erro de Deus foi querer criar este mundo, com tudo que há por aqui, de bem ou de mal, de bom ou de ruim. Foi realmente um grande equívoco reinvidicar tudo para Si; assumir a autoria ou paternidade de toda a criação, apresentando-se como um &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/29/o-erro-de-deus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O erro de Deus foi querer criar este mundo, com tudo que há por aqui, de bem ou de mal, de bom ou de ruim. Foi realmente um grande equívoco reinvidicar tudo para Si; assumir a autoria ou paternidade de toda a criação, apresentando-se como um Ser onipotente, onipresente e onisciente que determina até mesmo o momento em que uma folha seca deve desprender-se da árvore. </p>
<p>É verdade que ao perceber o seu erro megalomaníaco Deus fez duas tentativas de repará-lo. Primeiro tratou de criar logo o diabo para atribuir a ele a autoria de tudo aquilo que há de mal e que não deu certo na criação; depois mandou o seu filho Salvador para nos livrar de toda a maldade do mundo, ajudando-nos a suportar as misérias, as desgraças, as tragédias e o desespero humanos.</p>
<p>Porém, o fato é que nem uma nem outra tentativa deram certo. Com efeito, a criação do diabo para assumir a paternidade do mal foi mais um erro por parte de Deus, porque é moralmente insustentável atribuir aos outros a responsabilidade pelos próprios equívocos, eximindo-se de qualquer culpa. Além do mais, o diabo é também uma criação divina que acabou ficando por aqui e continua fazendo das suas, ampliando o mal por cima do bem.  O filho de Deus, por seu turno, veio ao mundo mas falhou na sua missão salvadora e acabou crucificado, propiciando apenas o surgimento de uma grande religião que, ao lado de outras duas igualmente grandes (e outras tantas menores), tem dividido os homens que vira e meche até se matam em  nome das suas respectivas crenças. </p>
<p>Até os homens, mesmo imperfeitos, também se puseram ao trabalho de reparar o erro de Deus e criaram ideologias religiosas como o gnosticismo, por exemplo, que imagina a existência de um Deus menor e um Deus maior, ou um Deus bom e um Deus mal, atribuindo a este último a autoria de todas as misérias e mazelas que andam no mundo, na tentativa de isentar de culpa o Deus maior, o Deus bom, o Deus verdadeiro.</p>
<p>Não há dúvida de que, do ponto de vista estratégico, o melhor para Deus seria que Ele se apresentasse como alguém que chegou aqui e já encontrou o mundo pronto e acabado, tal como ele é, criado sabe-se lá por quem, talvez pelo diabo. E a partir daí se pusesse ao trabalho digno e árduo de consertá-lo. Isso tornaria mais prática a sua tarefa e mais lógico os seus argumentos quando tivesse de explicar as mazelas do mundo e o mal que nele vai, sem qualquer embaraço ou constrangimentos, sem nenhuma responsabilidade, sempre na posição de autêntico representante do bem, adversário do mal, legítimo Salvador da humanidade. Mas agora parece que é tarde, o jeito é começar tudo de novo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/29/o-erro-de-deus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O acaso</title>
		<link>http://blogs.lemos.net/machado/2009/09/21/o-acaso/</link>
		<comments>http://blogs.lemos.net/machado/2009/09/21/o-acaso/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 21:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[Acaso]]></category>
		<category><![CDATA[Álea]]></category>
		<category><![CDATA[Diabo]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Mecânica Quântica]]></category>
		<category><![CDATA[Princípio da Incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria da Relatividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.lemos.net/machado/?p=92</guid>
		<description><![CDATA[Um famoso pensador da Antiguidade, não lembro qual, já dizia: &#8220;o acaso é rei&#8221;. E é curioso notar como o acaso, realmente, parece brincar com a realidade, fazendo e desfazendo, unindo e separando, provocando o certo e o errado, como se reinasse absoluto &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2009/09/21/o-acaso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um famoso pensador da Antiguidade, não lembro qual, já dizia: &#8220;o acaso é rei&#8221;. E é curioso notar como o acaso, realmente, parece brincar com a realidade, fazendo e desfazendo, unindo e separando, provocando o certo e o errado, como se reinasse absoluto entre nós. Observe-se como ele junta e separa fatos, une e afasta situações, provoca o encontro e o desencontro das pessoas e, com isso, vai tecendo as mais incríveis coincidências e os mais improváveis acontecimentos. E o faz tanto para o bem quanto para o mal. Quando o acaso age de forma benfazeja, produzindo a alegria, a felicidade, ou às vezes até mesmo salvando vidas, alguém sempre dirá que foi um verdadeiro milagre, operado pelas &#8220;mãos de Deus&#8221;. Porém, quando a obra do acaso dá para trás e resulta no mal, na tragédia, na desgraça e na dor, costuma-se afirmar: &#8220;é coisa do diabo&#8221;.</p>
<p>Afinal, o acaso é rei, é Deus ou seria o diabo? Seja lá o que for, o fato é que ele parece ser coisa poderosa, pois as suas artimanhas andam aí a operar tantas e tantas surpresas que chegam a desafiar não só a razão humana, como também as crenças e as verdades científicas, e isto até mesmo no campo das chamadas ciências exatas como a lógica, a física e a matemática.</p>
<p>Na física, por exemplo, já se instalou o chamado Princípio da Incerteza, formulado pelo alemão Werner Heisenberg na década de 30, segundo o qual é impossível determinar exatamente a posição de um elétron no interior do átomo, pois esse elétron se movimenta aleatoriamente, sem uma causa aparente que o fizesse andar por aqui ou por ali. A partir disso, a Mecânica Quântica foi obrigada a admitir que a realidade, pelo menos a microscópica, opera por saltos e é aleatória, devendo conviver, portanto, com o acaso das probabilidades, e não apenas com as leis determinísticas regidas, rigorosamente, por forças previsíveis de causa e efeito.</p>
<p>Foi exatamente essa incerteza da física quântica, e que até hoje ainda não explicou-se, o que deixou Alberto Einstein perplexo, ao ponto de duvidar das suas próprias descobertas sobre a Teoria da Relatividade, proclamando que não era possível que a álea comandasse a realidade, de maneira incerta e imprevisível, pela simples e boa razão de que &#8220;Deus não joga dados&#8221;.</p>
<p>Veja como o acaso faz das suas peripécias também nos domínios das leis científicas, desafiando e confundindo até os cérebros mais geniais como é o caso de Einstein. Pelo jeito, as ciências ainda terão muito trabalho pela frente nessa áspera tarefa de querer explicar a realidade. E bem que elas poderiam começar por incluir uma hipótese que talvez já não fosse assim tão absurda, qual seja, &#8220;ou o acaso é Deus, ou Deus, de fato, anda a jogar dados&#8221;. Mas, o problema é que isto seria um prato-cheio para o diabo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.lemos.net/machado/2009/09/21/o-acaso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

