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	<title> &#187; criacionismo</title>
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	<description>o blog do Antônio Alberto Machado</description>
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		<title>O erro de Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 12:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[criacionismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Diabo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O erro de Deus foi querer criar este mundo, com tudo que há por aqui, de bem ou de mal, de bom ou de ruim. Foi realmente um grande equívoco reinvidicar tudo para Si; assumir a autoria ou paternidade de toda a criação, apresentando-se como um Ser onipotente, onipresente e onisciente que determina até mesmo o momento em que uma folha seca deve desprender-se da árvore. </p>
<p>É verdade que ao perceber o seu erro megalomaníaco Deus fez duas tentativas de repará-lo. Primeiro tratou de criar logo o diabo para atribuir a ele a autoria de tudo aquilo que há de mal e que não deu certo na criação; depois mandou o seu filho Salvador para nos livrar de toda a maldade do mundo, ajudando-nos a suportar as misérias, as desgraças, as tragédias e o desespero humanos.</p>
<p>Porém, o fato é que nem uma nem outra tentativa deram certo. Com efeito, a criação do diabo para assumir a paternidade do mal foi mais um erro por parte de Deus, porque é moralmente insustentável atribuir aos outros a responsabilidade pelos próprios equívocos, eximindo-se de qualquer culpa. Além do mais, o diabo é também uma criação divina que acabou ficando por aqui e continua fazendo das suas, ampliando o mal por cima do bem.  O filho de Deus, por seu turno, veio ao mundo mas falhou na sua missão salvadora e acabou crucificado, propiciando apenas o surgimento de uma grande religião que, ao lado de outras duas igualmente grandes (e outras tantas menores), tem dividido os homens que vira e meche até se matam em  nome das suas respectivas crenças. </p>
<p>Até os homens, mesmo imperfeitos, também se puseram ao trabalho de reparar o erro de Deus e criaram ideologias religiosas como o gnosticismo, por exemplo, que imagina a existência de um Deus menor e um Deus maior, ou um Deus bom e um Deus mal, atribuindo a este último a autoria de todas as misérias e mazelas que andam no mundo, na tentativa de isentar de culpa o Deus maior, o Deus bom, o Deus verdadeiro.</p>
<p>Não há dúvida de que, do ponto de vista estratégico, o melhor para Deus seria que Ele se apresentasse como alguém que chegou aqui e já encontrou o mundo pronto e acabado, tal como ele é, criado sabe-se lá por quem, talvez pelo diabo. E a partir daí se pusesse ao trabalho digno e árduo de consertá-lo. Isso tornaria mais prática a sua tarefa e mais lógico os seus argumentos quando tivesse de explicar as mazelas do mundo e o mal que nele vai, sem qualquer embaraço ou constrangimentos, sem nenhuma responsabilidade, sempre na posição de autêntico representante do bem, adversário do mal, legítimo Salvador da humanidade. Mas agora parece que é tarde, o jeito é começar tudo de novo.</p>
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