<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title> &#187; condição humana</title>
	<atom:link href="http://blogs.lemos.net/machado/tag/condicao-humana/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogs.lemos.net/machado</link>
	<description>o blog do Antônio Alberto Machado</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 19:01:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.3</generator>
		<item>
		<title>Tragédia do Realengo</title>
		<link>http://blogs.lemos.net/machado/2011/04/10/tragedia-do-realengo/</link>
		<comments>http://blogs.lemos.net/machado/2011/04/10/tragedia-do-realengo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 21:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[american way of life]]></category>
		<category><![CDATA[bullying]]></category>
		<category><![CDATA[condição absurda]]></category>
		<category><![CDATA[condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia do Realengo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.lemos.net/machado/?p=2498</guid>
		<description><![CDATA[Comoveu o Brasil a morte dos estudantes alvejados por um atirador ensandecido, numa escola do Rio de Janeiro, no último dia 7 de abril. Pudera, tratava-se de um ex-aluno da escola que, sem razões aparentes, ingressou no estabelecimento, abriu fogo contra crianças e adolescentes indefesos, matou 12 deles e &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2011/04/10/tragedia-do-realengo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comoveu o Brasil a morte dos estudantes alvejados por um atirador ensandecido, numa escola do Rio de Janeiro, no último dia 7 de abril. Pudera, tratava-se de um ex-aluno da escola que, sem razões aparentes, ingressou no estabelecimento, abriu fogo contra crianças e adolescentes indefesos, matou 12 deles e feriu vários outros, suicidando-se em seguida.</p>
<p>Diante de uma tragédia dessa, que nos ultrapassa a todos, não há o que dizer. E não há o que dizer porque não há o que explicar. É claro que a tendência natural será a busca de alguma explicação para tamanho desatino. Ou seja, é natural que se busquem causas, motivos e culpados para as tragédias humanas. Mas, esse é um trabalho que não costuma dar resultados, pela simples e boa razão de que não há mesmo explicações possíveis para o absurdo.</p>
<p>Especulou-se sobre a loucura do atirador e o seu fanatismo religioso, sobre o <em>bullying</em> de que ele era vítima quando estudante, sobre o armamento da população, e até nos maus exemplos dos Estados Unidos, que são realmente pioneiros e pródigos na produção de tragédias assim, procurou-se alguma resposta. De fato, era mesmo inevitável a associação da Tragédia do Realengo com a Tragédia de Colombine, no Colorado, EUA. Depois de exportar as suas armas, as suas mercadorias e o consumismo, os filmes &#8220;enlatados&#8221;, os próprios costumes e ideologias, enfim, depois de exportar para o mundo o &#8220;american way of life&#8221;, os americanos estão exportando também as suas psicopatias!</p>
<p>Mas, o fato é que a busca de explicações nessas horas é mesmo um trabalho com poucas chances de sucesso, até porque pode haver muitas causas e muitos culpados, e pode não haver nem causa nem culpado nenhum. Sejam lá quais forem as razões, a verdade é que os seres humanos são capazes de produzir esse tipo de brutalidade e de violência. E se elas não servem para evitar novas tragédias, servem ao menos para lembrar a estupidez e o absurdo da nossa condição humana.</p>
<p>Não adianta procurar culpados. Os bodes expiatórios não explicam nem evitam essas tragédias. Eles atendem apenas aos nossos anseios desesperados por alguma explicação racional diante do inexplicável. É certo que em alguns casos é possível identificar causas e responsáveis. Mas, nem tudo na vida do homem é passível de entendimento. Nem tudo se deixa apreender e explicar pela lógica ou pelos esquemas da razão.</p>
<p>Assim, para suportar tragédias como essa do Rio de Janeiro, talvez fosse mais reconfortante, e mais útil, reconhecer que o absurdo é mesmo algo muito próprio da nossa humanidade. Melhor do que procurar os porquês, é refletir sobre o absurdo como contingência da vida humana. Ele é inevitável. O máximo que se pode aprender com ele é suportar, sem compreendê-lo. Temos de conviver com o absurdo e seguir em frente, &#8220;imaginando Sísifo feliz&#8221;, como recomendava Albert Camus. Quem procura  resposta e explicação para o absurdo, só vai encontrar uma coisa: o silêncio!</p>
<p>Logo após a Tragédia do Realengo, lembrei-me daquele personagem de João Guimarães Rosa, no seu <em>Primeiras estórias</em>, para quem &#8220;a vida do homem entre os outros homens é impossível, o que se vê por aí é puro milagre&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.lemos.net/machado/2011/04/10/tragedia-do-realengo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A solidão</title>
		<link>http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/25/a-solidao/</link>
		<comments>http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/25/a-solidao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 02:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avesso]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[condição absurda]]></category>
		<category><![CDATA[condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.lemos.net/machado/?p=607</guid>
		<description><![CDATA[É lugar comum afirmar que o homem é um ser gregário, que só pode viver (e sobreviver) em sociedade. Mas, apesar disso, está condenado à solidão. Esse é um daqueles paradoxos que nem a ciência nem a filosofia jamais conseguiram explicar. E talvez &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/25/a-solidao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É lugar comum afirmar que o homem é um ser gregário, que só pode viver (e sobreviver) em sociedade. Mas, apesar disso, está condenado à solidão. Esse é um daqueles paradoxos que nem a ciência nem a filosofia jamais conseguiram explicar. E talvez não haja mesmo nenhuma explicação plausível para a solidão humana.</p>
<p>Por mais que se esteja cercado de pessoas, por mais que se busque a companhia dos outros, por mais que se esteja num mundo cheio de gente, de luzes e de sons, ainda assim haverá sempre uma solidão essencial, inerente à própria condição humana e que contribui para tornar essa condição uma experiência absurda.</p>
<p>Deve ser porque cada ser humano é único, é o resultado de algumas experiências tão singulares, tão próprias, tão profundas, que não podem mesmo ser compartilhadas. É que as circunstâncias mais profundas, justamente as mais decisivas, como a dor, o medo, as angústias, a alegria, o amor, a esperança, os sonhos e até a própria morte, no fundo, são experiências que só podem ser vivenciadas exclusivamente pelo próprio indivíduo.</p>
<p>Essas experiências são daquelas que se processam no interior de cada um, no mais íntimo do homem, nas suas entranhas, silenciosamente, solitariamente. Como já o disse André Malraux, &#8220;ninguém deita senão consigo mesmo&#8221;. Ou com os seus próprios medos e esperanças.</p>
<p>Não há saída, não há como fugir à solidão fundamental, indelével, presa no fundo de cada ser humano, como um destino inelutável, desesperadamente intransferível.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/25/a-solidao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

