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	<title> &#187; alegria</title>
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	<description>o blog do Antônio Alberto Machado</description>
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		<title>A solidão</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 02:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>machado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É lugar comum afirmar que o homem é um ser gregário, que só pode viver (e sobreviver) em sociedade. Mas, apesar disso, está condenado à solidão. Esse é um daqueles paradoxos que nem a ciência nem a filosofia jamais conseguiram explicar. E talvez &#8230; <a href="http://blogs.lemos.net/machado/2010/01/25/a-solidao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É lugar comum afirmar que o homem é um ser gregário, que só pode viver (e sobreviver) em sociedade. Mas, apesar disso, está condenado à solidão. Esse é um daqueles paradoxos que nem a ciência nem a filosofia jamais conseguiram explicar. E talvez não haja mesmo nenhuma explicação plausível para a solidão humana.</p>
<p>Por mais que se esteja cercado de pessoas, por mais que se busque a companhia dos outros, por mais que se esteja num mundo cheio de gente, de luzes e de sons, ainda assim haverá sempre uma solidão essencial, inerente à própria condição humana e que contribui para tornar essa condição uma experiência absurda.</p>
<p>Deve ser porque cada ser humano é único, é o resultado de algumas experiências tão singulares, tão próprias, tão profundas, que não podem mesmo ser compartilhadas. É que as circunstâncias mais profundas, justamente as mais decisivas, como a dor, o medo, as angústias, a alegria, o amor, a esperança, os sonhos e até a própria morte, no fundo, são experiências que só podem ser vivenciadas exclusivamente pelo próprio indivíduo.</p>
<p>Essas experiências são daquelas que se processam no interior de cada um, no mais íntimo do homem, nas suas entranhas, silenciosamente, solitariamente. Como já o disse André Malraux, &#8220;ninguém deita senão consigo mesmo&#8221;. Ou com os seus próprios medos e esperanças.</p>
<p>Não há saída, não há como fugir à solidão fundamental, indelével, presa no fundo de cada ser humano, como um destino inelutável, desesperadamente intransferível.</p>
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