Cadê o risco-Brasil?

Antes de o Lula chegar à Presidência da República, os economistas da direita viviam dizendo que a eleição de um candidato de esquerda, com o histórico do candidato do PT, iria elevar o chamado risco-Brasil. A elevação desse “risco”, diziam os economistas com aquele ar de ciência, poderia inviabilizar novos investimentos financeiros no País, e até mesmo afugentar os investidores estrangeiros que ainda andavam por aqui, com os seus negócios e as suas finanças.

Esse tal risco-Brasil era um terror. Os economistas se benziam só de pensar no perigo que a eleição do Lula poderia representar para a economia e para o crescimento econômico do País. A mídia conservadora não passava um dia sequer sem alardear esse perigo, e a chamada “opinião pública”, levada por essa mídia, já andava discutindo o famoso risco-Brasil na rua, nas escolas, nos lares, nos bares e nos botecos.

Depois de duas eleições e dois mandatos, depois do desempenho do Governo Lula na área social, política, econômica e, inclusive, no campo da política externa, com a popularidade do Presidente explodindo acima dos 85%, nunca mais se ouviu falar naquela ameaça catastrófica que os cientistas e os doutores deste País tanto temiam. Cadê o risco-Brasil? Parece que virou lenda.

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